Chapecoense - 29 Dez 2016 14:30

Zagueiro Neto fala da dor da perda, um mês após o acidente

Em sua rede social ele falou das boas lembranças que guardará dos companheiros
Por: Sandra Ambrosio
 
Zagueiro Neto fala da dor da perda, um mês após o acidente Neto agradeceu pela oportunidade nova que recebeu (Foto: Arquivo Pessoal)

Envolvido pelos preparativos de final de ano Chapecó vive neste dia 29 de dezembro, o primeiro aniversário da pior tragédia da sua história quase centenária. Era 29 de novembro quando a cidade acordava com a notícia de que o avião que levava a delegação da Chapecoense havia caído e que poucos poderiam ter sobrevivido. Alguns já durante a madrugada receberam a notícia e viveram a angustia da falta de notícias que só não foi pior que a confirmação de 71 mortos.

Do sonho de disputar a final da Copa Sul-Americana restou a dor de ver todo um time, dirigentes, amigos e jornalistas em seus melhores momentos de vida, partirem. Neste dia 29 de dezembro, Chapecó viu a solidariedade do mundo, e vive a reconstrução de sua equipe que tantas alegrias lhes trouxe.

Em meio a tanta dor, seis famílias tiveram nesta ano um Natal diferente, puderam ter os seus junto de si. Dos seis sobreviventes, quatro são brasileiros, o jornalista Rafael Henzel, o goleiro Jackson Follman, o meia Alan Ruschel e o zagueiro Neto. Todos conseguiram passar o Natal com as famílias, apenas Jackson segue internado, mas recebeu os seus para celebrar o Natal o renascimento.

Em sua rede social, o zagueiro Neto declarou a dor, um mês após a tragédia, e disse sentir saudade dos amigos e companheiros, e anunciou sua vontade de voltar a jogar.

- Um mês passou e pareceu que foram anos. Hoje meu coração se entristece por saber que perdemos nossos amigos e agora só ficaram as lembranças e graças a Deus são maravilhosas. Por outro lado meu coração se alegra, pois ganhei uma nova oportunidade para amar, servir, sorrir, trabalhar e viver um novo dia. Uma mistura de sentimentos tão intensos que não posso controlar.Que Deus continue confortando os nosso corações, pois a saudade dói demais e nos dê força para se recuperar totalmente e se Ele permitir voltar a fazer aquilo que amamos.
Voltar a jogar é uma forma de dar continuidade ao sonho de um grupo tão alegre chamado Chapecoense e sei que se Deus quiser isso será possível, pois minha vida continua nas mãos Dele e eu sou grato por isso - declarou.


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