Tecnologia - 23 Mai 2018 14:52

Uno e empresas juntas no desenvolvimento de inovação e tecnologia

Por: Nathan Favero Varela
 

O mercado exige cada vez mais das empresas, especialmente inovação e tecnologia. Pensar nessas soluções não é algo simples, mas a Unochapecó acredita que o processo pode ser mais fácil quando a Universidade e as organizações trabalham juntas. Foi com essa proposta que surgiu o projeto piloto Cooperação Uno. O trabalho ocorre em conjunto entre a Rede de Inovação, o Parque Científico e Tecnológico Chapecó@, o Programa de Pós-graduação em Tecnologia e Gestão da Inovação (PPGTI) e a Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc). O objetivo é dar suporte para que as empresas atendam as necessidades do mercado, seja novos produtos ou serviços e até mesmo a melhoria dos seus processos.

Um exemplo do que se pretende fazer é a recente parceria entre a Unochapecó e a empresa Minsulin. O empreendedor e endocrinologista Fábio Copette, de Santa Maria (RS), criou um aplicativo direcionado ao sistema iOS para monitorar o nível de glicose de pacientes com diabetes do tipo 1. Ele queria expandir o seu projeto e, por isso, com o apoio da Unochapecó, criou uma versão do software para Android. O projeto foi executado pelo mestrando do curso de Tecnologia e Gestão da Inovação da Universidade, Cezar Junior de Souza, e possibilitou que mais pessoas que sofrem da doença possam ter acesso aos benefícios que o aplicativo oferece.

A ideia, segundo o assessor do Chapecó@, professor Ricardo Fantinelli, é justamente essa. Conectar empresas e pesquisadores e construir pesquisas aplicadas em problemas reais. “Nós estamos fazendo essa articulação para que o processo de inovação seja eficiente. Também para que a Universidade consiga garantir que as soluções geradas a partir destes projetos chegue até o mercado no tempo que ele precisa”, explica.

O projeto piloto surgiu por iniciativa de professores pesquisadores do PPGTI. “Eles perceberam que algumas empresas da região não só tinham necessidade, mas também vontade de trabalhar com inovação e tecnologia”, comenta o professor. Para mapear suas demandas e verificar de que forma poderia contribuir nesse processo, representantes da Universidade visitaram mais de 20 empresas regionais. Após essa primeira etapa, as organizações foram convidadas para visitarem a Instituição. “Nesse momento, nós colocamos toda a nossa estrutura à disposição. Colocamos pesquisadores e empreendedores frente a frente”, acrescenta.

Agora as tratativas são mais técnicas. Os grupos de pesquisa vão se reunir e junto com as empresas definir os escopos de trabalho. “A rede vai cumprir com sua missão e articular todo esse processo. Diante das necessidades de cada grupo, vamos pensar em ações para que isso seja executado, como oficinas e palestras, por exemplo”, adianta Ricardo.

O diretor de Inovação e Empreendedorismo da Unochapecó, professor Rodrigo Barichello, afirma que esse projeto vai ao encontro do propósito da Rede de Inovação. “É uma estrutura de apoio à gestão do conhecimento, a qual é encarregada de fomentar a articulação entre os agentes do setor produtivo entre si e com as capacidades instaladas de pesquisa, extensão e ensino na Universidade”, acrescenta. Parcerias entre o mundo acadêmico e o meio corporativo são capazes de suprir necessidades da sociedade e são uma característica marcante das nações desenvolvidas. Segundo Rodrigo, no Brasil, de modo geral, essa relação está amadurecendo e trará mais benefícios para os dois lados. “Contribui diretamente no futuro profissional dos universitários e na transformação do país”.

Tecnologia e Inovação

O Programa de Pós-graduação em Tecnologia e Gestão da Inovação é um dos grandes envolvidos nesse projeto piloto. Para o professor Márcio Fiori, que integra o PPGTI, o objetivo do trabalho em conjunto é oferecer oportunidades para as empresas e também para a Universidade, como estágios e pesquisas. “Sempre que pudermos vamos contribuir para o desenvolvimento das empresas, sempre associado à formação dos nossos alunos”.

São muitas pessoas que saem ganhando com essa parceria, mas especialmente a nossa região. “Como a Universidade é uma protagonista de pesquisa, de novos conhecimentos, essa aproximação com as empresas se faz necessária para fortalecer as cadeias produtivas e promover o desenvolvimento regional”, explica o também professor do Programa, Radamés Pereira. O que se espera, segundo ele, é consolidar esse processo. Fazer com que o trabalho conjunto se torne cada vez mais efetivo. “Que a gente consiga fazer esse ciclo de transferir tudo que é pesquisa, inovação e desenvolvimento para o produto dessas empresas. Que torne elas mais competitivas”.

Contribuir com o desenvolvimento regional faz parte da missão da Unochapecó e para o reitor da Universidade, professor Claudio Jacoski, as instituições comunitárias são organizações que buscam, a partir do conhecimento, apoiar essas iniciativas, criando condições para tal. A parceria, portanto, coloca a Unochapecó à disposição da comunidade através da produção de ciência. “Esse modelo enobrece a atuação dos nossos docentes e estudantes e oferece retorno financeiro para a sustentabilidade institucional.  Nesse processo, a Universidade, a comunidade acadêmica, o setor produtivo e a sociedade saem ganhando com a evolução do conhecimento e com a difusão da inovação. É o que se costuma chamar de relação ‘ganha, ganha’, ou seja, todos conseguem excelentes resultados”.


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