Comunidade - 07 Nov 2017 13:58

Setor Imobiliário cresce em Chapecó apesar da crise

Por: Nathan Favero Varela
 

Diferente de quem não gosta de comemorar aniversário por acumular os anos de experiência, Chapecó chega ao seu centenário com grande potencial de crescimento. É vista com bons olhos por uma trajetória de trabalho e união de quem nasceu aqui ou adotou a cidade como destino. Considerada a capital da agroindústria, desperta o interesse de investimentos em diferentes áreas como educação, saúde, alimentação, construção civil, tecnologia e informação, e se destaca pela geração de emprego. O número no segmento da habitação também é expressivo. Em 2016, 454.628,69 m² em projetos de construção aprovados corresponderam a 982 alvarás emitidos. Este ano já são 298.105,19 de m² aprovados, o equivalente a 456 alvarás baseado em imóveis residenciais, comerciais e outros. 

O presidente do Sindicato da Habitação do Oeste de Santa Catarina (Secovi-Oeste/SC) Ricardo Lunardi observa que, apesar da crise instalada em todo País, o setor imobiliário não parou de crescer. “Ano passado fechamos com queda de quase 30% em parte pela Lei de Acessibilidade exigida pelo Ministério Público, que não emitiu para muitas construções, especialmente as mais antigas e diante da necessária adequação. De qualquer forma o setor imobiliário teve destaque e podemos considerar que estamos bem em relação a outras cidades. A base para isso atribui-se ao agronegócio, setor da economia menos atingido e que ainda segue com os números positivos, além da área médica, da oferta de ensino pelas mais de 25 instituições e da construção civil,” destaca.

As salas comerciais sempre foram um bom negócio para os empresários. A reforma trabalhista dá mais uma segurança em termos de contratação de funcionários e o Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) levou uma fatia das pessoas que pagavam aluguel para residência própria. “Outro fator a considerar é a migração: temos um crescimento de 5 a 7mil habitantes por ano e o interesse de potenciais empresas, a exemplos das redes supermercadistas, que contribuem para estimular o desenvolvimento econômico,” considera Lunardi.

PAPEL REPRESENTATIVO
O Secovi-Oeste/SC tem uma importância muito grande nesse contexto por colaborar com o desenvolvimento da cidade através da presença ativa em discussões, especialmente quando se trata de desenvolvimento urbano. A entidade reúne construtoras, imobiliárias e incorporadoras e busca contribuir identificando as dificuldades e entraves de quem impulsiona a expansão do município.

        “Nossa intenção é colaborar para que, cada vez mais, Chapecó cresça sendo a única cidade no Estado de Santa Catarina que ao chegar ao centenário ultrapassa os 200 mil habitantes. Os desafios nos fazem crescer e não tenho dúvida de que aqui é uma cidade boa para investir com qualidade de vida e segurança,” avalia o presidente.

PRÓXIMOS CINCO ANOS

Lunardi prevê que Chapecó tem um crescimento acima da média nacional. Segundo ele, não há demonstrativos de que essa posição irá se inverter. Esperando que a crise política do País que afeta a economia se resolva com as eleições em 2018 e que o Brasil volte a caminhar sem sobressaltos e com desenvolvimento consistente. Chapecó é uma cidade que está mais saudável do ponto de vista econômico, comparando a demais municípios e pelo que tem apresentado em termos de investimento mostra que irá crescer ainda mais, considerando as âncoras que mantém, a exemplo do aeroporto, das agroindústrias, das instituições de ensino e a Associação Chapecoense de Futebol.
(MB Comunicação)


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