Comunidade, Cultura - 09 Nov 2017 14:52

Documentário nacional “Arpilleras” será lançado em Chapecó

Por: Direto da Redação TSC
 
Documentário nacional “Arpilleras” será lançado em Chapecó (Foto: Divulgação)

O Cineclube Revolução, em parceria com a Associação de Cinema e Vídeo de Chapecó e Região, a Cinelo, recebe na próxima semana o lançamento do documentário “Arpilleras: atingidas por barragens bordando a resistência”. Produção do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), assinado pelo Coletivo de Mulheres do MAB, o filme traz 10 histórias de mulheres que foram atingidas por barragens nas cinco regiões do país. Do Sul, Claídes Kowald, antes moradora da linha Água Verde, interior de Marcelino Ramos, conta sua trajetória de atingida pela Hidrelétrica de Itá.

Atualmente, vivendo em Marmeleiro, no Paraná, Claídes traz em sua fala algo irrecuperável neste contexto: “os sentimentos eles nunca irão indenizar”. E é a partir da perspectiva de cada personagem que são apresentadas as violações sofridas pelas populações atingidas por barragens, principalmente as mulheres, em geral as mais impactadas pela chegada das grandes obras. O documentário também retrata o protagonismo das mulheres na resistência e na luta por outro modelo de produção de energia. Financiado coletivamente, o filme cruza histórias individuais e em comunidade das personagens. As violações e a resistência unem todas em uma caminhada de luta.

A “costura” do documentário é feita através da técnica da arpilleria, um bordado usado pelas mulheres chilenas para denunciar as violações durante o período da ditadura militar no Chile. O Movimento dos Atingidos por Barragens trouxe a técnica para o Brasil e, em quase 200 oficinas por todo o país, as brasileiras atingidas incorporaram as arpilleras como instrumento de luta e denúncia.

No filme, bordados pelas mulheres, estão os problemas causados pela construção da hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira, no Pará; pelo rompimento da barragem do Fundão, em novembro de 2015, um crime que deixou 19 pessoas mortas e um rastro de destruição na região do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais e no Espírito Santo; pela barragem do Castanhão, uma barragem de acumulação de água que deixou os sertanejos sem acesso ao rio no Vale do Jaguaribe, no Ceará; e pelas hidrelétricas de Itá, no Rio Uruguai, atingindo Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de Cana Brava e Serra da Mesa, as duas últimas localizadas no Cerrado goiano.


Percorrendo o Brasil
O filme já foi exibido no Rio de Janeiro, São Paulo, Florianópolis, Belém, Porto Alegre e outras cidades do país. A proposta do MAB é que o longa-metragem chegue ao máximo de pessoas possível, “costurando” um debate imprescindível na sociedade, que envolve os modelos de geração de energia e a força das mulheres nas lutas populares do país. Em Chapecó, o lançamento será no dia 17 de novembro (sexta-feira), no Auditório do Sindicato dos Bancários, às 20h. A entrada é franca e os ingressos (limitados) serão distribuídos com meia hora de antecedência. A pedido da organização, quem quiser, pode doar de forma voluntária 1kg de alimento não perecível (por pessoa, equivalente ao ingresso). Os produtos arrecadados serão revertidos a organizações sem fins lucrativos. (Fonte: Divulgação MAB)


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