Geral - 12 Jun 2018 16:47

Da Unochapecó para a vida

Por: Nathan Favero Varela
 

Dia dos namorados. Entrevista marcada, tudo em ordem, as perguntas só esperando as respostas. E o casal muito entusiasmado. Célio saiu do trabalho mais cedo. Chegou todo arrumado e perfumado. Aline passou maquiagem, com a desculpa que tinha protocolo para apresentar à noite. Mas na verdade, esse capricho todo é muito típico do casal, que se cuida e zela a relação com carinho, todos os dias. Uma longa conversa foi pouco, muitas lembranças vieram à tona. E como diz Aline, enquanto olhava o álbum de casamento, tudo tem uma história. A deles, começou por aqui, pelos corredores da Unochapecó.

Foi em 2006, quando Aline Lemes Da Silva Fontanella e Célio Fontanella trabalhavam na Universidade. Trabalhavam em departamentos separados, ela no setor de estágios e ele na biblioteca. Porém, sempre tiveram uma relação de amizade, conviviam no mesmo grupo de amigos e pegavam o mesmo ônibus para ir para casa. Com o tempo passaram a trabalhar lado a lado. Ele na Secretaria Acadêmica e depois na Central de Relacionamentos da Instituição, que ficava praticamente na mesma sala dela, no do setor de estágios.

Até que em uma noite de sábado, isso já em 2009, quase três anos depois de uma bonita amizade, eles começaram a conversar pelo chat do e-mail da Uno. As conversas se tornaram cada vez mais frequentes. “E do chat evoluiu para os bancos lá da biblioteca”, lembra Célio. O tão esperado primeiro beijo aconteceu em maio de 2009, após o expediente, claro. No banquinho em frente à Farmácia Escola. Desde então, tudo foi acontecendo naturalmente. “Tudo aconteceu no seu tempo, conta Aline.

Em setembro do mesmo ano, na formatura dela, eles oficializaram o namoro. “Foi ali que ele conheceu meus pais, depois dançou a valsa comigo, e de lá em diante ele nunca mais me largou”, recorda Aline, enquanto Célio complementa “Idem”. A convivência diária não foi um problema no trabalho. Para Aline, foi cada vez mais a certeza de que ele era o cara certo. Eles sabiam diferenciar o que era o trabalho, as atividades acadêmicas e a vida pessoal. “Já passamos por muitas dificuldades aqui dentro, nós compartilhamos de muitas coisas e um era suporte do outro”.

Em 2010, Célio assumiu um cargo de servidor público após ter passado em um concurso e foi trabalhar em Florianópolis. Aline segue na Uno como coordenadora do setor de evento. Nesse tempo, indo e vindo de Chapecó por quatro anos, eles noivaram e em novembro de 2013 casaram. “A maioria dos convidados eram da Unochapecó e alguns colegas de trabalho viraram compadres de casamento”, afirma Aline. Em 2014, ele conseguiu a transferência para Chapecó e com isso retorna ao convívio diário com sua esposa.

Definir a palavra amor para eles não é fácil. O silêncio ficou presente por alguns momentos, até que ela resume tudo a cumplicidade. Célio, por sua vez, vê uma soma de sentimentos. Mais um momento de silêncio, até que a palavra parceria ser definida pelo casal como o resumo de seu relacionamento. Ela toda espontânea, ele mais quieto e reservado. Foi assim, que entre risadas e lembranças, essa bonita história de amor foi narrada. Parece até história de um livro de romance, mas isso tudo aconteceu aqui mesmo na Unochapecó. “A Uno é a nossa base”, conclui Aline.


Uma viagem


Rangel Dallagnese e Valéria Basi Girotto se cruzaram pela primeira vez dentro de uma sala no primeiro dia de aula do curso de Fisioterapia da Unochapecó, em fevereiro de 2015. A paixão, porém, só surgiu no terceiro período da faculdade, em uma viagem de estudos a Porto Alegre, em maio de 2016. Nas conversas no ônibus algo em especial foi despertado.

No dia seguinte, o clima entre os dois já não era mais o mesmo. Já andavam até de mãos dadas. Mas esse namoro para os colegas não foi nenhuma surpresa. Parecia o destino mesmo. Hoje, muitos vezes os dois são vistos como um só. “Os professores e os colegas não se voltam só para mim ou para o Rangel, e sim para os dois”, conta.

Valéria mora em Quilombo e Rangel em Chapecó. A distância não é um problema para eles, pois estão sempre juntos na aula, nos estágios e trabalhos. Mas saber separar os estudos do pessoal é algo que está bem claro entre eles, que definem companheirismo como a palavra de define a relação. Já a amizade é o ponto principal. “Somos namorados, mas na maioria do tempo somos amigos”, explica Rangel.

No dia a dia da Uno, é possível ver inúmeros casais, com várias histórias e relações construídas dentro da Universidade. É só caminhar pelos corredores e setores para perceber que aqui se aprende muito, inclusive sobre o amor.


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