Obras - 21 Nov 2017 14:15

Chapecó ganhará um novo CAPS AD

Por: Nathan Favero Varela
 

O serviço CAPS AD ganhará um novo espaço em Chapecó destinado ao atendimento de adultos maiores de 18 anos que fazem uso abusivo de substâncias psicoativas: o CAPS AD III. Será construído no bairro Paraiso e fará parte da Rede de Saúde Mental de Chapecó, uma das mais bem estruturadas do país e integrada por diversos profissionais: médicos psiquiatras, clinico geral, psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, enfermeiro, técnico de enfermagem, psicopedagogo, pedagogos, auxiliares administrativos, auxiliares de serviços gerais, além de estagiários. Eles atendem os pacientes em Centros de Atenção Psicossocial – CAPS que têm diferentes áreas e modalidades de atuação e são serviços de caráter aberto e comunitário, constituídos de equipe multiprofissional para atender crianças e adultos com problemas psiquiátricos, distúrbios ou dependência química por exemplo.

Saúde Mental em Chapecó

A Atenção em Saúde Mental no município de Chapecó está organizada a partir de quatro serviços: Centro de Atenção Psicossocial para Adultos (CAPS II), Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSi), Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD), e Unidade de Acolhimento. Esses serviços têm como atribuições organizar a Rede de Saúde Mental, dar suporte e supervisionar a atenção à saúde mental na Rede Básica/Estratégia Saúde da Família e regular a porta de entrada da rede de assistência em saúde mental.

A principal porta de entrada é a Atenção Básica, porém os CAPS recebem encaminhamentos de diversos segmentos: Conselho Tutelar, Ministério Público, Secretaria de Assistência Social, Secretaria da Educação, e ‘porta aberta’, onde o paciente ou familiar solicita o atendimento. Todas as ações e estruturas de atendimento na saúde mental desenvolvidas seguem os princípios da Reforma Psiquiátrica Brasileira, de acordo com as diretrizes da Política Nacional de Saúde Mental.

• O CAPS II atende adultos maiores de 18 anos com transtornos mentais severos e persistentes. Realiza em média 1.800 atendimentos por mês. Está localizado na Rua Guarulhos 352 E, Bairro Passo dos Fortes.

• O CAPS AD atende adultos maiores de 18 anos que fazem uso abusivo de substâncias psicoativas. Dispõe de 10 leitos para desintoxição onde o paciente pode permanecer por até 14 dias. Realiza em média 500 atendimentos por mês e está localiza-se na Rua Porto Alegre 815 E, fone 20499065.

• O CAPSi II atende crianças e adolescentes até os 18 anos com transtornos mentais severos e persistentes, incluindo a dependência química. Atende em média 300 pacientes por mês e está localizado na Rua Índio Condá 1171 E, bairro Santa Maria, fone: 20499067.

• A Unidade de Acolhimento é um serviço de caráter residencial transitório com disponibilidade de 10 vagas para adultos maiores de 18 anos com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, podendo permanecer neste serviço por até 6 meses, conforme plano terapêutico elaborado pelo CAPS AD de referência. Está localizado na Rua Lauro Muller, 84, bairro Centro, fone 20499016.       

Trabalho desenvolvido

Os CAPS e a Unidade de Acolhimento garantem também a continuidade do tratamento dos egressos de internação psiquiátrica, que necessitam de acompanhamento multiprofissional e interdisciplinar para garantir suporte social e familiar, além do preparo do paciente ao convívio social, por meio de atividades artístico cultural, envolvendo ações intersetoriais. Além do atendimento individual (prescrição de medicamento, psicoterapia, orientação) são desenvolvidas atividades e oficinas terapêuticas, como por exemplo: oficinas expressivas/oficinas de Imagens (produção de fotografias, vídeos, depoimentos e textos/jornais); oficina de música e jogos (aulas de violão e jogos educativos); oficina de atividade física; artesanato e pintura, decoração; oficinas temáticas; atividades em grupos entre outras.

Histórico da obra do CAPS AD III

Em 2016, quando iniciaram as obras, a comunidade se manifestou contra a instalação naquele espaço. Na época o Prefeito Luciano Buligou acatou o pedido dos moradores e suspendeu a continuidade da obra. Depois disso, o Município buscou junto ao Ministério da Saúde a mudança de terreno, mas a solicitação foi indeferida. Em função dessa decisão do Ministério da Saúde, com a interferência do Ministério Público, o Município necessitava retomar a obra, na mesma área, sob pena de perder os recursos destinados de R$ 1,2 milhão.

Por isso decidiu-se pela retomada dessa obra para que o Município e a população não fossem prejudicados com a perda desse serviço público. A Administração Municipal informa que, como se trata de uma área pública e o que nela for construído deve ter caráter público. Reforça ainda que a estrutura e a prestação do serviço no CAPS AD não têm impacto na vizinhança, visto que não se trata de um estabelecimento de internação compulsória, apenas voluntária.


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