Agronegócio - 09 Ago 2017 15:00

Bovino de corte: SC busca melhoramento genético do rebanho

Iniciativas do Governo e da Faesc/Senar estimulam o aumento da produção de carne bovina em território catarinense
Por: Nathan Favero Varela
 

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) através do Presidente José Zeferino Pedrozo elogiou a iniciativa da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca em criar o projeto especial de apoio à aquisição de reprodutores bovinos de raças de corte. 
“Fortalecer e ampliar a pecuária de corte é uma prioridade do setor produtivo e do governo, por isso, a FAESC gestionou junto ao secretário da agricultura Moacir Sopelsa para a ampliação do programa de apoio financeiro aos produtores e empresários rurais oferecendo financiamento com juros zero, para melhorar a genética do rebanho catarinense”, expôs o vice-presidente da FAESC Antônio Marcos Pagani de Souza.
Os produtores que tiverem enquadramento no programa, com renda bruta anual inferior 360 mil reais terão até três anos de prazo para pagar o financiamento, com parcelas semestrais e sem juros. Os interessados devem procurar a Epagri de seu município e solicitar a aprovação do crédito pela Secretaria de Estado da Agricultura. Os pecuaristas poderão contrair financiamentos de até R$ 20 mil, via Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), para comprar reprodutores de raças de corte Puro de Origem (P.O.) ou Puro por Cruza (P.C.), com registro genealógico. Os animais podem ser adquiridos em feiras ou diretamente de outros pecuaristas catarinenses.
        Santa Catarina não permite a entrada de bovinos vivos em seu território, pois é declarada área livre de aftosa sem vacinação pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE). Por isso, o preço dos reprodutores bovinos é mais elevado aqui do que em outros Estados – situação que justifica tanto o programa do governo. Por outro lado, embora seja grande exportador de carnes de aves e de suínos, o Estado importa quase 50% da carne bovina que consome.
De acordo com dados da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC), no final de 2015 o rebanho bovino catarinense era de 4,5 milhões de cabeças. Embora o estado seja mais conhecido pela produção de leite do que de carne, há predomínio de animais de corte: 51,4% possuem aptidão para corte, 34,7% aptidão para leite, 13,75% aptidão mista. A bovinocultura está presente em 291 municípios catarinenses (98,6% do total) e o rebanho distribui-se em 78.729 produtores, dos quais 35.713 (45,36%) com finalidade comercial e 43.016 (54,64%) sem finalidade comercial. Em 2016 foram produzidas 112 mil toneladas da carne no âmbito dos sistemas de inspeção sanitária (municipal, estadual e federal). (MB Comunicação)


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