Geral - 17 Mai 2017 14:55

Ações do Dia de Luta Antimanicomial são realizadas em Chapecó

Por: Nathan Favero Varela
 

Na quinta-feira (18) é o Dia de Luta Antimanicomial. Para marcar a data, a Prefeitura de Chapecó, por meio da Secretaria de Saúde, em parceria com a Unochapecó, realiza uma exposição de trabalhos, na Avenida Getúlio Vargas, próximo a Havan, no sábado (20) das 9 às 11. O Movimento da Luta Antimanicomial se caracteriza pela luta pelos direitos das pessoas com sofrimento mental. Dentro desta luta está o combate à ideia de que se deve isolar a pessoa com sofrimento mental em nome de pretensos tratamentos, ideia baseada apenas nos preconceitos que cercam a doença mental. Este movimento faz lembrar que, como todo cidadão, essas pessoas têm o direito fundamental à liberdade, o direito de viver em sociedade, além do direto a receber cuidado e tratamento sem que para isto tenham que abrir mão de seu lugar de cidadãos.

Por esta razão o Movimento tem como meta a substituição progressiva dos hospitais psiquiátricos tradicionais por serviços abertos de tratamento e formas de atenção dignas e diversificadas de modo a atender às diferentes formas e momentos em que o sofrimento mental surge e se manifesta. Esta substituição implica na implantação de uma ampla rede de atenção em saúde mental que deve ser aberta e competente para oferecer atendimento aos problemas de saúde mental da população de todas as faixas etárias e apoio às famílias, promovendo autonomia, descronificação e desinstitucionalização. Além dos serviços de saúde, esta rede de atenção deve se articular a serviços das áreas de ação social, cidadania, cultura, educação, trabalho e renda, etc., além de incluir as ações e recursos diversos da sociedade.

Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), nas suas diferentes modalidades são pontos de atenção estratégicos da Rede de Atenção Psicossocial, e serviços de saúde de caráter aberto e comunitário constituídos por equipe multiprofissional que atua sob a ótica interdisciplinar, substitutivos do modelo asilar.

Saúde Mental em Chapecó

A Atenção em Saúde Mental no município de Chapecó está organizada a partir de quatro serviços: Centro de Atenção Psicossocial para Adultos (CAPS II), Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSi), Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD), e Unidade de Acolhimento. Esses serviços têm como atribuições organizar a Rede de Saúde Mental, dar suporte e supervisionar a atenção à saúde mental na Rede Básica/Estratégia Saúde da Família e regular a porta de entrada da rede de assistência em saúde mental.

A partir deste trabalho, Chapecó conta com uma das Redes de Saúde Mental mais bem estruturadas do país, integrada pelos seguintes profissionais: médicos psiquiatras, clinico geral, psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, enfermeiro, técnico de enfermagem, psicopedagogo, pedagogos, auxiliares administrativos, auxiliares de serviços gerais, além de estagiários.

A principal porta de entrada é a atenção básica, porém os CAPS recebem encaminhamentos de diversos segmentos: Conselho Tutelar, Ministério Público, Secretaria de Assistência Social, Secretaria da Educação, e ‘porta aberta’, onde o paciente ou familiar solicita o atendimento. Todas as ações e estruturas de atendimento na saúde mental desenvolvidas seguem os princípios da Reforma Psiquiátrica Brasileira, de acordo com as diretrizes da Política Nacional de Saúde Mental.

O CAPS II atende adultos maiores de 18 anos com transtornos mentais severos e persistentes, e está localizado na Rua Guarulhos 352 E, Bairro Passo dos Fortes.
O CAPS AD atende adultos maiores de 18 anos que fazem uso abusivo de substâncias psicoativas. Dispõe de 10 leitos para desintoxição onde o paciente pode permanecer por até 14 dias. Localiza-se na Rua Porto Alegre 815 E, fone 20499065.
O CAPSi II atende crianças e adolescentes até os 18 anos com transtornos mentais severos e persistentes, incluindo a dependência química. Está localizado na Rua Índio Condá 1171 E, bairro Santa Maria, fone: 20499067.
A Unidade de Acolhimento é um serviço de caráter residencial transitório para adultos maiores de 18 anos com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, podendo permanecer neste serviço por até 6 meses, conforme plano terapêutico elaborado pelo CAPS AD de referência.
Trabalho desenvolvido

Os CAPS e a Unidade de Acolhimento garantem também a continuidade do tratamento dos egressos de internação psiquiátrica, que necessitam de acompanhamento multiprofissional e interdisciplinar para garantir suporte social e familiar, além do preparo do paciente ao convívio social, por meio de atividades artístico cultural, envolvendo ações intersetoriais. Além do atendimento individual (prescrição de medicamento, psicoterapia, orientação) são desenvolvidas atividades e oficinas terapêuticas, como por exemplo: oficinas expressivas/oficinas de Imagens (produção de fotografias, vídeos, depoimentos e textos/jornais); oficina de música e jogos (aulas de violão e jogos educativos); oficina de atividade física; artesanato e pintura, decoração; oficinas temáticas; atividades em grupos entre outras.

Resultados obtidos a partir da Rede de Saúde Mental

Diminuição de internações de dependentes químicos fora do domicílio, de acordo com orientações técnicas do Ministério da Saúde;
Redução de internações de usuários com transtornos mentais graves em leitos hospitalares;
Ampliação do atendimento no período noturno, finais de semana e feriados aos usuários que necessitam de cuidado intensivo;
Articulação entre os serviços de Saúde Mental, passando a garantir o atendimento integral e humanizado dos usuários;
Garantia de um espaço residencial transitório aos usuários dependentes químicos e portadores de transtornos mentais graves, conforme orientação técnica.


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