Chapecó 100 anos - 29 Ago 2017 15:38

A trajetória e as necessidades de Chapecó, na visão do presidente do Sicom

Por: Nathan Favero Varela
 

O destaque dos primeiros 100 anos na evolução do município, as principais dificuldades que precisam ser enfrentadas e o que projetar em termos de longo prazo são assuntos abordados pelo presidente do Sindicato do Comércio da Região de Chapecó (Sicom) na entrevista a seguir. O empresário Marcos Antonio Barbieri apresenta sua visão quanto a Chapecó e sua história, bem como em relação às perspectivas.

Qual é o destaque destes primeiros 100 anos, na evolução do município?
Sem duvida o espírito visionário dos pioneiros foi fundamental para o planejamento estrutural da cidade. Aliado ao empreendedorismo e ao trabalho árduo, eles protagonizaram a principal diferença na primeira metade deste centenário, constituindo a espinha dorsal que ainda mantemos. Já na segunda metade do século, a visão de eixos e contornos da cidade possibilitou que fossem novamente redesenhados e projetados para que a cidade vislumbrasse o seu cenário chegando aos 300 mil habitantes. A evolução econômica andou par e passo com o pensamento desenvolvimentista chapecoense, posicionando o município entre os grandes de Santa Catarina, especialmente pela construção de uma cadeia econômica de múltipla matriz, mantendo a economia circulante como o grande destaque macrorregional.

E que empecilhos ocorreram?

Inevitavelmente, o fato negativo ao longo desse período é que, por cerca de 20 anos, esses projetos foram desvirtuados, ficando à mercê da cabeça e do pequeno pensamento, aprovando-se loteamentos em áreas estratégicas onde o desenvolvimento deveria ser bem ordenado. Com isso, ruas foram redirecionadas pelo interesse de grupos sociais ou econômicos, fazendo com que boa parte da essência fosse perdida, criando gargalos significativos que vemos na atualidade e comprometendo obras estruturantes necessárias para o ritmo desenvolvimentista associado aos critérios humanizados de crescimento. É necessário e urgente rever essa prática.

Quais são as principais dificuldades a enfrentar?

Precisamos replanejar Chapecó, e isso precisa ser feito com coragem e sem comprometimento com grupos políticos ou econômicos. É necessário traçar planos com visão de longo prazo, como políticas de Estado, e não de governo com vistas apenas na próxima eleição. Não podemos ficar condicionados à vontade de cada um que assume e que pense fazer o que acha melhor, sem seguir uma linha mestra definida pela sociedade e com cálculo efetivo dos impactos.
Como encarar essas dificuldades?

A união em torno de objetivos claros e de longo prazo é fundamental. Os segmentos da sociedade civil organizada devem estar unidos, invocando o protagonismo de um novo modelo, assim como nossos pioneiros também o fizeram neste século passado. Muitas vezes, pela provocação ao governo e aos governantes, precisam os segmentos sociais estabelecer o que desejam para o município, quais as prioridades que defendem, definindo claramente os rumos da cidade e não apenas aguardar que, por parte do governo, obras que mais lhe convenham, sejam concretizadas pelo oportunismo ou por interesse político e econômico.

O que projetar, no longo prazo, para a Chapecó bicentenária?

Entre as muitas ações, temos em nossa visão, premissas básicas que podemos citar. São elas: Aeroporto, com ampliação do terminal de passageiros e implantação de um para cargas, encaminhando-o para uma parceria público/privada em curto prazo; Contorno Viário Leste, com determinação de prioridade imediata; Rodovias SC-283 e BR-282, mediante interligação no lado oeste (Linha Simonetto/Colônia Bacia), através da execução do projeto que já se encontra no Focem; Avenida Leopoldo Sander, com duplicação e confecção imediata de projeto e estudos de viabilidade para captação de recursos; Ruas Brusque e Licínio Córdova, com a conclusão dos traçados e a proteção no trecho que corta a área da Embrapa/Epagri; Avenida Nereu Ramos, por meio de abertura sentido norte, com elevado sobre o Ecoparque, partir da confecção urgente do projeto e estudo de viabilidade; Avenida Getúlio Vargas, pela continuação dos traçados nos sentidos norte e sul, para implementar saídas/entradas da cidade; Criação de parque na área da Epagri, no Bairro São Cristóvão, por meio de confecção urgente do projeto, retomada da área para posse do município e estudo de viabilidade, inclusive com possível parceria público/privada; Obras da adutora de captação de água do Rio Chapecozinho, que, já com projeto e estudos de viabilidade com licenças ambientais, urge o prosseguimento do plano; Construção da terceira subestação de energia, que requer inclusão no rol de prioridades imediatas, pois já há projeto da Celesc e recursos.
     
(EXTRA COMUNICA)


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